Rolou pela suave textura de minha alma a primeira das expressões que relatam a dor de me perder. A perda foi por partes, assimétricas. Várias vezes, por não agüentar mais o sufoco do nó na garganta e do peito apertado, tive coragem ao te procurar. Sempre na dúvida do querer agir e o orgulho latente em meu inconsciente. Medo da rejeição de um novo contato e não em um paradoxo limitado em linhas paralelas, complexas, em pontos que não se encontravam, nem no infinito, limitando o isolamento. Você que agora vive uma outra fase da lua, anda rodeado de tudo que se distancie do amor, do planejamento futuro de ter alguém por perto pelas fantasias colocadas do meio em que define a felicidade em algumas noites daquelas que embriaga o corpo e a mente com ilusões. Escuto nossa música e encontro aquele fantasma incolor que me pertuba, aflinge, arrasa na ponta da pirâmide do meu ego. E como um palhaço sem rima, sem riso, sem nariz arredondado na pontinha do nariz já afagado de inspirações forçadas, por me faltar ar ao lembrar do nosso jeito cruel e lindo de nos interligarmos, grito em tom alto: Volta. Mas volta antes da minha fase crescente da lua se tornar cheia.
Izabella D’Paulo.
