Aprendi que as pessoas são diferentes.
Ah, novidade! Claro que são.
É. Mas essa diferença em que retrato está centralizado na capacidade de gerir personalidades.
Quem nunca escutou um “você foi a pessoa certa na hora errada” ou, “eu te amo, mas não dá mais”, ou simplesmente “vá viver sua vida que já estou vivendo a minha”. E ainda tem aquelas frases menos ingênuas “estou em outra”. Enfim, são vários paradigmas que no final de todas as contas tudo em sua soma tem a sua significância. Aprendemos que as relações são passivas, e que aquela história que o tempo cura tudo entra para ocupar aquele velho vazio, que nem sempre é certo. Na verdade, as escolhas decisivas na vida são decorrentes as formações de personalidades. O tempo passa, e criamos prioridades e gostos, decorrentes ás exigências externas.
O término também se enquadra nas nossas auto – cobranças, embora tantas vezes nos incomode. Tudo aquilo que nos compõe não vai de contra ao nosso fluxo natural, e acaba por ceder as vontades.
Querem um bom exemplo disso? Quando somos mais jovens dizemos ao nosso companheiro que a felicidade será plena, aquela típica frase “vai ser pra sempre”, e que raramente alguém a prolonga. Depois estabelecemos a tão desejada reciprocidade, não aceitamos infidelidades (em todos os sentidos) e cobramos que os outros se alinhe ao nosso estilo de vida. E essa fase também se esvai. Continuamente entendemos que é preciso sim a lealdade, e somente ela, e que todo o resto se adaptará. Felicidade já se torna, ou tudo ou nada. O ser feliz é almejado e a sua mente entra em um processo de mutação e acaba por aceitar tantas outras coisas taxadas como ‘legais’.
Não é nada fácil gerir diferenças. Toda essa história de fidelidade, lealdade, reciprocidade não leva a estabilidade racional, emocional em um relacionamento, mas existem suas particularidades, claro. Então o amor foge de todos os parâmetros que absorvemos ser? É inatingível? O que de fato o define? O amor é feito de tolerâncias, muito maior que a nossa acomodação espontânea. É necessário aceitação, ser flexível de gostos, escantear o seu próprio incomodo de ter alguém em alguns momentos tão diferentes do seu, mesmo que em outros tantos, no passado, lhe pareceu ser sua alma gêmea e hoje não mais se enquadre nesse trono. É preciso se aliar à coragem, porque não é um processo fácil de se estabelecer. É, não é fácil amar. Nem todo mundo enxerga e faz com que isso possa acontecer.
Nunca espere por uma mudança, como dito no inicio do texto, há diferenças em todos nós. Porém somos capazes de aperfeiçoarmos e com isso nos surpreendermos com o respeito de se permitir viver a dois. E eis um segredo: O amor também é o avesso da felicidade. Reveja o seu grau de resistência e esqueça todos os clichês meros de imposição. E se tudo isso for abusivo demais, não agradem! Por favor, não agradem. O agradar no amor, sem permissão, trará sofrimento em dobro, por fazer acreditar na diferença. Abdique-o! Afinal, uma parceria que nos cause dor, pela quebra da união, é também uma forma de amar.
Izabella D'Paulo.








