sábado, 22 de janeiro de 2011

 


Se sou feliz? Felicidade é coisa de gente burra!

É com frases como essa que Maysa marcou sua trajetória na Música Popular Brasileira alternando entre a bossa e a fossa as letras de sua canções.
"Tarde Triste", "Felicidade Infeliz", "Preciso Aprender a ser só" e "Meu mundo caiu" são hits da cantora que viveu tudo intensamente, mas que nunca foi feliz no amor.

Assim ficou conhecida como alguém que sempre sofreu por amor...
Meu amor,
 
Agora que você adormeceu, que esse dia passou a ser uma partida, agora que até um sol meio canalha está me gozando, passeando aqui pela varanda, agora que é agora só por instantes e vai ser depois inexoravelmente, e que, não há a menor dúvida, você parte nesse depois, é que acho que a única coisa que me resta é fazer como os tolos infelizes, ou seja, emudecer, deixar que os meus olhos, que são a minha verdadeira boca, saibam, com a dignidade que só os cães têm, fazer do silêncio a minha forma de te acompanhar, de estar contigo nesta ida tua que eu não entendo, mas devo.
 
Transformar todos esses verbos, entender, partir, dever, partir, em um só: amar. Amar tudo que seja teu, até mesmo a tua partida. O diabo é que não é fácil. Enquanto estou aqui gravando tua fita, o som das músicas que são da gente é uma faca que me corta, corta tanto que a dor está rindo pelo conseguido. E, por falar em rir, como é triste o som de um violino quando a gente está triste. Nunca tinha percebido isso. Ao contrário, sempre achei que o violino era o rei da demagogia. Que nada, amor. É um puta sabe-tudo, companheiro pacas, e chora tão bonito quanto eu.
 
Volta amor, porque fiquei aqui.
 
Te amo.
 
Maysa

Carta que escreveu durante o fim do casamento com Carlos Alberto

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