domingo, 20 de fevereiro de 2011







Em vários momentos Deus te abre caminhos, e por olhos despercebidos diante de inquietações, o não fala mais alto que o sim.
E por atos discricionários das emoções acabamos que, por vezes, retornar um ciclo que já não se encontra mais no mesmo ponto de partida. Ponto de partida este que é sempre almejado pela saudade. Saudade. Saudade do tempo que não existiam buscas, de nada marcado, dos encontros inacabados e da sintonia pura.
Eu me rendo. Rendo-me desse sentimento que já insiste em sair de mim, e que permanecer já não é mais preciso, só padece.
O tempo nos ensina, mas as emoções acabam se dilacerando pela vontade de criar um novo pacto com o amor.
E eu me rendo. Esperei por tantas faces, respeitei mesmo deparada diante de tantos anseios, larguei meu lado egoísta, egocêntrica e orgulhosa de ser uma legítima leonina.
Não te culpo pelas minhas delimitações. De tudo levo a felicidade de ter permanecido na espera, e de hoje saber que o primeiro passo a ser dado é o de planejar tudo aquilo que esperei, por verdade, pra mim. É difícil a aceitação do não, do começo dos sim’s e de tudo que virá a me rodear e me abastecer ausentando você dos planos que serão jogados no obscuro junto com a tua compainha diária que não existia presença, só em meus pensamentos.
E para o mais novo caminho que Deus está me concedendo, eu peço silêncio. Não fala nada. Só me toca com palavras, olhares, me abraça e me leva de novo daqui.



Izabella D'paulo

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